Nova Guarita surgiu com a vinda de famílias de agricultores do Rio Grande do Sul, arrendatários de áreas indígenas, que foram expulsos no ano de 1978, das reservas indígenas de Nonoai, Tenente Portela e Miraguai, pelos índios Kaigangues. A área do Município, como do resto da grande parte dos Municípios limítrofes, pertencia à União e fora escolhida principalmente por existir a BR 163 e MT-J1, que ofereciam uma infra-estrutura que facilitava o acesso, além, é claro, da fertilidade das terras. A transferência dos agricultores do Sul foi pela Coopercana, que elaborava um Projeto Emergencial com a construção de Agrovilas, com chácaras e casas, além de um lote rural com aproximadamente 200 hectares, sendo uma área 50 (cinqüenta por cento) destinada à agricultura e o restante a formação de uma reserva em condomínio, cuja localização era descontinua às terras agricultáveis. Cada Agrovila foi projetada para receber aproximadamente 100 (cem) famílias, totalizando o projeto inicial 10 (dez) Agrovilas, das quais 3 (três) se situam no Município de Nova Guarita, que são as Agrovilas Planalto, Nonoai e Guarita, que dado o seu crescimento tornou-se a sede do Município e passou a chamar-se de Nova Guarita. O projeto de colonização e assentamento foi subsidiado pelo Governo Federal através do Ministério do Interior. As áreas remanescentes do projeto de Colonização, devolutas, porque pertenciam a União, foram rapidamente ocupados por posseiros que vieram de todas as partes do País. Foram divididas em pequenos lotes de 20 e 40 hectares e hoje estão em fase de regularização fundiária pelo INCRA. Na década de 1980 surge na região e em nosso Município uma forte corrente migratória, conseqüência do garimpo de ouro. As áreas ouríferas, rios e margens foram praticamente dizimados com prejuízos ao meio ambiente que até hoje trazem seqüelas irreparáveis. A fase do garimpo paralisou quase por completo a agricultura e desestruturou social e economicamente e grande maioria das famílias. Trouxe, porém, um desenvolvimento econômico, mas que fez surgir um comercio rapidamente, destinado a atender a demanda que a produção de ouro exigia. Passada esta década de enganosa euforia econômica, surgiu a indústria madeireira, que absorveu parte da mão-de-obra ociosa que era ocupada pelo garimpo, começando novamente a agricultura e criação de gado de leite, cuja produção é assumida pela Coopernova e Laticínio de Colider, e gado de corte cuja produção é assumida por frigoríficos existentes na região. Hoje, a industria madeireira, por falta de matéria prima, encontra-se em franco declínio e a consolidação da pecuária e da agricultura, que serão as grandes balizadoras, doravante da economia do Município de Nova Guarita.
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